Região em Colapso: ZONA SUL DE SÃO PAULO Saúde, Educação, Transporte e Infraestrutura em Crise na Periferia
- 18/01/2026
Região em Colapso
Saúde, Educação, Transporte e Infraestrutura em Crise na Periferia
A população de M’Boi Mirim, Capão Redondo e Campo Limpo está crescendo rápido, com muitos prédios e condomínios sendo construídos em alto volume todos os dias. Cada prédio novo significa centenas, às vezes milhares de pessoas a mais morando na região, sem que a infraestrutura local consiga dar conta dessa demanda.
A região está densamente povoada e sem gestão planejada, e isso não afeta só serviços públicos: nossas áreas de mananciais e o meio ambiente estão sendo amplamente impactados, com construções avançando sobre áreas que deveriam ser preservadas.
Além disso, a educação enfrenta um processo de privatização, enquanto as escolas estaduais estão sucateadas, muitas sem mobiliário e sem condições adequadas para receber os alunos.
Na saúde, a situação é ainda mais grave. Hoje, os hospitais de M’Boi Mirim e do Campo Limpo não atendem só a população local, mas também pacientes de municípios vizinhos e absorvem parte da demanda da região de Parelheiros. Na prática, dois hospitais tentam atender perto de 2 milhões de pessoas, com filas enormes, demora para consultas, exames e cirurgias, e pacientes sendo mandados para longe.
E não é só na saúde que falta ação. Obras prometidas há anos pelos governos estadual e municipal continuam no papel:
A duplicação da Estrada de M’Boi Mirim, da Menininha até a divisa do Jardim Jacira, nunca sai do papel.
As adequações das estradas de Itapecerica continuam atrasadas.
O metrô do Capão Redondo até o Jardim Ângela segue apenas como promessa.
A comunidade não pode aceitar isso como algo normal. Não pode achar que esse abandono é natural.
É preciso cobrar dos vereadores, do governo municipal e do governo do Estado de São Paulo. Cobrar planejamento, hospitais, escolas, transporte, obras e proteção às áreas verdes e mananciais.
Porque quando a gente não reage, significa que aceita calado.
A população da periferia não merece descaso. Merece respeito, dignidade e direitos garantidos.





